CCBB - Circuito Cultural Banco do Brasil de 11 a 17 de Maio.

QUIXOTE - Teatro
20h - Teatro Rondon Pacheco
DIA 11 – SEGUNDA-FEIRA


RELEASE

Peça teatral: “Quixote”
Cia. 4comPalito
Duração: 75 minutos

Clássico de Miguel de Cervantes é encenado por companhia de teatro mineira

O espetáculo “Quixote”, da cia. 4comPalito, é inspirado na obra “O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes. Escrito em 1605, o clássico pode ser considerado uma obra atemporal, abordando questões existencialistas, sob o viés do homem e sua relação com seus sonhos e desejos, perante o mundo em que vive.

O que é sonho e o que é realidade? Esse questionamento foi um dos norteadores da construção dramatúrgica realizada pelos atores da Cia. 4comPalito. A transposição da obra literária para a cena teatral foi realizada a partir da escolha de passagens do livro que o grupo considerava terem grande potencial cênico e das improvisações realizadas pelos atores. O texto da peça “Quixote” foi escrito por Júlio Vianna, integrante da Cia.

O diálogo contínuo entre atores, figurinista, músico e iluminadores, bem como as interferências que um provocou no trabalho do outro, foram características marcantes do processo de criação da peça.

A leitura do clássico pela Cia. 4comPalito, resulta em um espetáculo que alterna momentos cômicos e dramáticos. A linguagem lúdica utilizada em “Quixote” é um convite ao encontro do real com o imaginário. A estrutura cênica da peça, um palco giratório de 6mX6m, proporciona momentos mágicos que surpreendem e envolvem o espectador.

Destaca-se na montagem a utilização de figurinos e objetos cênicos confeccionados a partir de materiais reutilizados. Esta postura estética e ética é uma tônica nos trabalhos da Cia. 4comPalito.

Ficha técnica:

Criação/concepção compartilhada: Denise Dalânides, Júlio Vianna e Reginaldo Santos
Orientação: Rita Clemente
Dramaturgia: Júlio Vianna
Figurinos, adereços e elementos cenográficos: Léo Piló
Trilha sonora original: Pedro Durães
Iluminação: Yuri Simon e Enedson Gomes
Criação e confecção dos bonecos da Cova de Montesinos: Euler Alves e Valéria Alves
Projeto cenográfico: Heleno Polisseni
Cenotécnico: Raimundo Farinelli
Maquiagem: Júlio Vianna
Laboratório de voz: Adma Silva
Aulas de yoga: Luciana Katahira
Elenco: Amanda Melo [atriz convidada]
Denise Dalânides
Júlio Vianna
Reginaldo Santos



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JORNALISMO LITERÁRIO - Idéias
19h - Teatro Rondon Pacheco
DIA 12 – TERÇA-FEIRA

Literatura da realidade

Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante promove em Uberlândia debate sobre diretrizes e paradigmas do jornalismo literário atual, com José Arbex Júnior e Nirlando Beirão.


Uberlândia, maio de 2009 – Ultrapassar os limites da redação, contextualizando a informação da maneira o mais abrangente possível, rompendo com as correntes do lead. Esse é o tema de um saudável debate sobre Jornalismo Literário que o Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante promove em Uberlândia, no Teatro Rondon Pacheco, com entrada franca. O encontro acontece na próxima terça-feira, 12, às 19h, com as presenças dos jornalistas e escritores José Arbex Júnior e Nirlando Beirão. Com mediação da editora de cultura do Correio de Uberlândia, Adreana Oliveira, serão tratados assuntos como o New Journalism – gênero jornalístico que surgiu na década de 60 nos Estado Unidos, cujos expoentes são Tom Wolfe, Norma Mailer e Gay Telese - e as Experiências Inovadoras do Jornalismo Brasileiro.

O objetivo do debate é discutir o Jornalismo Literário, no Brasil e no mundo, apresentando o que de melhor foi produzido no gênero. Nirlando Beirão apresentará o tema em linha gerais: o que é o New Journalism, quando surgiu, seus expoentes e as experiências inovadoras do jornalismo brasileiro. José Arbex Júnior percorrerá sua carreira e, em especial, seu trabalho na revista Caros Amigos e seu processo de trabalho para elaboração dos livros-reportagem.

José Arbex Júnior é doutor em história social pela Universidade de São Paulo, professor de jornalismo e coordenador do programa de pós-graduação lato senso em jornalismo da PUC-SP. Editor da revista Caros Amigos, membro do conselho editorial do jornal Brasil de Fato, ex-correspondente da Folha de São Paulo em Moscou e Nova York e autor de vários livros, incluindo o Século do Crime, ganhador do Prêmio Jabuti em 1997.
Nirlando Beirão é jornalista e escritor. Nasceu em Belo Horizonte e estudou Antropologia na Universidade Federal de Minas Gerais e na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi editor de Política de Veja; editor de Cultura de Istoé; redator-chefe de Senhor; colunista do Estado de S. Paulo; editor de Playboy; diretor de redação de Caras. Assina hoje a seção Estilo em Carta Capital, é diretor-adjunto da Revista Brasileiros e publisher da Wish Report. Tem vários livros publicados, entre eles um sobre a região dos Jardins, em São Paulo, um sobre bares – cultura e boemia –, uma biografia do arquiteto Cláudio Bernardes, outra do ex-ministro Sergio Motta e, em parceria com o publicitário Washington Olivetto, a segunda edição de Corinthians: É Preto no Branco – embora sua família mineira continue dizendo por aí que ele é, de fato, Atlético Mineiro.


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QUASAR - Dança
20h - Teatro Rondon Pacheco
DIA 13 – QUARTA-FEIRA


RELEASE


A música de Elis Regina e Tom Jobim embala uma das mais inspiradas coreografias de Henrique Rodovalho.
a Quasar combina sua dança com as canções-referência do disco Elis & Tom, de 1974 – clássicos que vão de Águas de Março a Corcovado.

Em Abril de 2005 o coreógrafo goiano Henrique Rodovalho, diretor da Quasar Cia de Dança, mostrava o resultado de sua saída do ambiente de música eletrônica e percussiva que sempre caracterizou os espetáculos da companhia para cair nos braços do sofisticado lirismo do disco Elis e Tom, gravado em 1974, com suas 14 faixas que representam uma fatia suculenta do melhor da MPB.
O espetáculo Só tinha de ser com você foi finalista do 1º Prêmio BRAVO! Prime de Cultura (Revista Bravo), além de ter sido apontado entre os melhores de 2005 pela Folha de São Paulo e pelo jornal O Globo. A Quasar Cia de Dança tem o patrocínio da Petrobras, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

QUATORZE FAIXAS DE UM DISCO CLÁSSICO E A EMOÇÃO DA MEMÓRIA

Só tinha de ser com você nasceu a partir da música. O coreógrafo e diretor artístico Henrique Rodovalho transformou em trilha sonora para os passos dos dez bailarinos cada uma das 14 faixas do álbum Elis e Tom, gravado há mais de 30 anos. O coreógrafo conta que ouvia o disco durante a infância e adolescência, o que despertou sua “memória emotiva” durante o processo de criação. “Só tinha de ser com você é um espetáculo que desperta sensações”, descreve Rodovalho. Em sua décima oitava peça, a Quasar faz opção pelo movimento e pela plasticidade deixando momentaneamente de lado as reflexões e discussões sobre a dança contemporânea.

O coreógrafo criou movimentos abstratos que ressaltam aspectos matemáticos e requintados, contidos na linguagem corporal desenvolvida pela Quasar Cia de Dança ao longo de quase duas décadas de trabalho. A articulação fragmentada de braços e pernas que é característica do grupo continua presente, desta vez acompanhada dos sons arredondados, macios e suaves da bossa nova. Segundo Rodovalho, o desafio era incorporar a dança, como linguagem artística, a uma obra irretocável, pronta há três décadas. “Nos preocupamos em evitar os exageros e escapar do óbvio”, conta. Triste, Modinha, Por toda a minha vida, Pois é,Corcovado, Retrato em Branco e Preto, Chovendo na Roseira, O que tinha de ser, Brigas nunca mais, Inútil paisagem, Soneto da Separação, a faixa-título da peça de Henrique Rodovalho Só tinha que ser com você e... Águas de Março, naturalmente. O desafio de coreografar canções que são patrimônio do Brasil, vivas e vívidas, na performance de dois monstros sagrados não foi pequeno. “A responsabilidade é maior ainda, já que é um clássico. Os bailarinos não são personagens, não há nada de figurativo: trago um lado mais abstrato”, avalia ele. “Estou querendo provocar, digamos, uma terceira emoção com esse trabalho: não é a emoção da música, não é a da coreografia, é um produto da combinação dos dois”.

O resultado é um espetáculo sofisticado. O figurino criado por Cássio Brasil dá aos intérpretes uma segunda pele texturizada e translúcida. O cenário, criado pela arquiteta Letycia Rossi, ambienta com leveza a movimentação fluida dos bailarinos.

Em Só tinha de ser com você, Rodovalho aposta também que no produto final, chegando ao espectador, se reconstrua igualmente nas referências do espectador e na carga de emotividade das canções, que trazem a memória de cada um.

Só Tinha De Ser com Você estreiou na Europa em junho de 2006, em uma turnê por Portugal (Sintra e Ilha da Madeira), Espanha (Palma de Mallorca) e Alemanha (Ludwigsburg e Frankfurt).



SÓ TINHA DE SER COM VOCÊ – QUASAR CIA DE DANÇA

Coreógrafo e diretor artístico - Henrique Rodovalho
Bailarinos: Aretha Maciel / Camilo Chapela / Daniel Calvet / Fernando Martins / Henrique Lima / Vivian Navega / Simone Camargos / Valeska Gonçalves
Cenografia - Letycia Rossi
Cenotécnico – Mateus Dutra
Concepção de luz - Henrique Rodovalho
Iluminação (montagem e execução) – Sergio Galvão
Figurino - Cássio Brasil
Trilha sonora - Elis Regina e Tom Jobim - Álbum: Elis & Tom
Fotografias – Mila Petrillo e Rubens Cerqueira
Ensaiadora - Érica Bearlz


Professores - Tassiana Stacciarini , (clássico), Camilo Chapela, Érica Bearlz e Fernando Martins (contemporâneo), Raquel Furquim - Studio Balance (Pilates)
Assessoria de Fitness - Athletics Sports
Fisioterapia - Studio Balance
Médico Ortopedista - Dr. Samuel Diniz Filho
Nutricionista - Ana Carolina Quireze
Direção Geral da Cia - Vera Bicalho
Direção Artística: Henrique Rodovalho
Produção – Ana Paula Mota
Assistente de produção – Giselle Carvalho
Projetos internacionais - Larissa Mundim


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MÚSICA PANTANEIRA – TETÊ SPÍNDOLA E ZECA BALEIRO - Música
20h - Teatro Rondon Pacheco
DIA 14 – QUINTA-FEIRA



RELEASE


MÚSICA PANTANEIRA: DA TRADIÇÃO A RENOVAÇÃO

Show musical que reune Tetê Espíndola e artistas convidados:
Lucina , Jerry Espíndola e Alzira E . Como participação especialíssima, o compositor Zeca Baleiro, que irá se alternar em várias formações do grupo. Todos são acompanhados pelos músicos pantaneiros Sandro Moreno na bateria, Alex Cavalheri na sanfona e teclados, Marcelo Ribeiro no baixo e Dani Black na guitarra.

Um passeio pela trajetória da música do centro–oeste, das tradicionais canções de raiz aos dias de hoje, um panorama da cultura sertaneja pantaneira.

O público brasileiro, muitas vezes sabe cantarolar uma determinada música, porém nem sempre sabe identificar sua origem e sua história. Fazendo a ponte entre os clássicos da música brasileira e seus novos criadores, o show permite a platéia uma visão mais clara e ampla dos caminhos até aqui trilhados, dá asas a imaginação aos mais novos e futuros artistas.

São 3 blocos principais de músicas que apresentam um roteiro musical, histórico mas não linear.

Num desses blocos, os autores mais antigos , de raiz, onde a presença da música de fronteira é mais forte e visível. A polca, a guarânia nas suas fontes mais puras, em canções tradicionais como A Matogrossense, Ciriema , Chalana e Meu primeiro Amor apresentam compositores como Nhô Pai , Mário Zan, Lourival dos Santos e Tião Carreiro .

A música pantaneira é a música do Brasil Central, local de planícies imensas e de recente colonização.
É a região que assistiu a mais recente passagem da cultura rural para a cultura urbana, fenômeno que ainda é bastante presente. Com o desenvolvimento das cidades como Campo Grande , Cuiabá e outras foram surgindo novas gerações de artistas que trouxeram a dialética da urbanidade x ruralidade para suas composições.

É no desenvolvimento dessa urbanização que surge a nova geração de compositores , Geraldo Espíndola , Paulo Simões com Geraldo Roca, Almir Sater com Renato Teixeira, e suas belas canções como: Quiquiô, Trem do Pantanal e Seguindo em frente .

Por fim em outro bloco contribuições de outros artistas agregados como Itamar Assunpção, Adeus Pantanal (um grito de alerta visionário), Arnaldo Black, Águas Irreais com sua visão mais contemporânea do Pantanal e o som do caçula Jerry Espíndola com a novíssima polca-rock

Em um momento especial do show Tetê convida a platéia para participar e soltar a voz como passarinhos da região, criando assim um lúdico brejo percussivo–melódico pantaneiro. O mais contemporâneo chega na recém criação musical do grupo, músicas compostas na expedição Água dos Matos ( que desceu o Rio Paraguai com shows para os ribeirinhos ) , ainda inéditas como Tan Tan Pantanal, Ribeirinha, Convite e outras.


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RENATO RUSSO - Música
20h - Teatro Rondon Pacheco
DIAS 15, 16 E 17 – SEXTA, SÁBADO E DOMINGO


RELEASE


Vida e arte de um dos maiores nomes do rock nacional ganha os palcos, em monólogo-musical escrito por Daniela Pereira de Carvalho e interpretado por Bruce Gomlevsky. A direção, de Mauro Mendonça Filho, conquistou no Rio de Janeiro o Prêmio Shell 2006

Personalidade indomável, porta-voz dos anseios, angústias, amores e valores de toda uma geração, ícone da história do rock brasileiro. O legado de Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, é acompanhado por estas e outras definições, ainda hoje, mesmo onze anos após sua morte.

Agora, a trajetória pessoal e artística do cantor e compositor ganha os palcos, com “Renato Russo”, monólogo de Daniela Pereira de Carvalho, dirigido por Mauro Mendonça Filho e protagonizado por Bruce Gomlevsky. Após passagens bem-sucedidas de crítica e público por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo , “Renato Russo” já acumula três indicações ao Prêmio Eletrobrás 2006 (melhor ator, melhor texto e melhor iluminação) e três indicações ao Prêmio Shell 2006 (melhor ator, melhor direção e música ao vivo), conquistando o de melhor direção.

“É uma grande homenagem a um artista brilhante que influenciou todo o país, não apenas por meio de sua obra – sua linda voz, suas belíssimas letras – mas, sobretudo, por sua postura ética e artística num país como o Brasil, tão cheio de dificuldades. Artistas da magnitude de Renato Russo são cada vez mais raros num mundo que privilegia celebridades instantâneas e assuntos superficiais”, afirma Bruce Gomlevsky, que teve a idéia de levar a vida e obra do legionário aos palcos. Para o ator, a obra do líder da Legião Urbana está na memória dos que viveram aquela época e, ainda, “é capaz de atingir da mesma forma uma nova geração de jovens que sequer eram nascidos quando Renato tocava para numerosas platéias em todo o país”.

O espetáculo – A concepção de “Renato Russo” deu-se a partir de uma minuciosa pesquisa realizada pelo ator e pela autora sobre letras, depoimentos e entrevistas, matérias jornalísticas, livros e imagens de shows de Renato com a Legião Urbana e em carreira solo, além de entrevistas com parentes e amigos do cantor. Em cena, Gomlevsky vivencia os acontecimentos mais importantes da trajetória do músico, privilegiando passagens marcantes e respeitando o que, em vida, o próprio artista fez questão de preservar.

A narrativa utiliza, em sua maior parte, citações literais de Renato Russo. As demais passagens são fruto da liberdade poética da autora e do ator. Embora não se trate de uma biografia linear, a peça aborda desde sua adolescência em Brasília, até o estrelato. O roteiro inclui passagens que mostram a banda Aborto Elétrico, as dores e alegrias vividas com a Legião Urbana, a chegada do filho Giuliano, a declaração assumindo a homossexualidade e o desejo de recolhimento.

Show, projeções, banda ao vivo e 22 músicas estão no roteiro, entre clássicos da Legião Urbana e outras lançadas em discos solo do cantor. A banda Arte Profana acompanha Bruce Gomlevsky, que, no palco, dá voz a todas as canções.

Renato Russo – Renato Manfredini Júnior nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de março de 1960, filho do economista Renato Manfredini e de Dona Maria do Carmo, professora de inglês. Dos sete aos dez anos de idade, viveu em Nova York, onde aprendeu o inglês que o acompanhou por toda a vida. Depois, nova transferência do pai o traria a Brasília, aos 13 anos de idade.

Na Capital Federal, viveu uma adolescência típica de classe média. Entre os 15 e 17 anos enfrentou operações e viveu entre a cama e a cadeira de rodas, combatendo uma doença óssea rara chamada epifisiólise. Aos 18 anos, conheceu o som dos Sex Pistols, que o inspirou a formar o grupo Aborto Elétrico, ao lado de Fê Lemos e André Pretorius. As brigas com Fê determinaram o fim da banda e deram início ao período em que Renato se apresentava sozinho, como "O Trovador Solitário". A Legião Urbana surgiria em 1984, com Renato, Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Paulista. Um ano depois, Paraná e Paulista deixavam a banda e entrava Dado Villa-Lobos.

O sucesso da Legião Urbana foi vertiginoso. O primeiro disco, Legião Urbana, consagrou canções como Geração Coca-Cola, Ainda é Cedo e Será, que caíram no gosto de uma geração nascida e criada sob a ditadura militar, às voltas com inseguranças emocionais e uma certa desesperança. Em 1986, Dois trouxe sucessos nacionais como Eduardo e Mônica, Tempo Perdido e Índios, consolidando a banda como uma das maiores do país.

Além do título assustadoramente atual, Que País É Este, lançado em 1987, trazia Faroeste Caboclo – improvável saga musical de quase 10 minutos de duração, que obrigou as emissoras de rádio da alterarem sua programação para que a canção pudesse ser executada na íntegra. Com shows lotados em todo Brasil e idolatrada pelos fãs, a banda realizou sua maior turnê para promover o álbum seguinte, As Quatro Estações, mais intimista, com letras que abordavam temas como a AIDS e o homossexualismo. Deste álbum, surgiram hits como Há Tempos, Meninos e Meninas e Pais e Filhos.

V, disco de 1991, estampava tristeza. Renato cantava: “Esses são dias desleais” em Metal Contra as Nuvens. A turnê do disco foi interrompida por problemas de saúde. Em 1993, a retomada se deu com O Descobrimento do Brasil, que teve como destaques, além da faixa-título, Vamos Fazer um Filme e Perfeição. Depois dele, Renato dedica-se a gravar dois discos-solo: The Stonewall Celebration Concert (em inglês) e Equilíbrio Distante (em italiano). Renato Russo nunca assumiu publicamente que era HIV positivo. A Tempestade, de 1996, foi o último disco da Legião Urbana com o cantor em vida: Renato faleceria em 11 de outubro do mesmo ano. Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas no jardim do sítio do paisagista Roberto Burle Marx. Em 1997, sai o disco póstumo Uma Outra Estação, encerrando a discografia de estúdio de sua banda.

Renato Russo tornou-se um mito. Ainda hoje, onze anos depois de sua morte, as letras que criou para a Legião Urbana seguem calando fundo no peito da juventude. No Brasil, três filmes relacionados ao cantor estão em fase de pré-produção: Religião Urbana, de Antonio Carlos da Fontoura, sobre a vida de Renato entre 17 e 23 anos; Faroeste Caboclo, roteiro de Paulo Lins e direção de René Sampaio, baseado na música; e Eduardo e Mônica, roteiro de Denise Bandeira inspirado na letra.

Bruce Gomlevsky - Ator, produtor e diretor, formado pela Cal (Casa das Artes de Laranjeiras), está no mercado há treze anos, trabalhando em teatro, cinema e televisão. Em cinema ganhou o prêmio “Candango” de Melhor Ator de Curta-Metragem 35mm no 32 Festival de Cinema de Brasília, com o filme “Cão-Guia” (1999), de Gustavo Acioly, e com o filme “Nada a Declarar” (2004), do mesmo diretor. Ganhou também o Prêmio de Melhor Ator de Curta-Metragem no Festival de Cinema de Vitória e no Festival de Cinema de Curitiba. Em papel de destaque, participou de quatro longa-metragens brasileiros: “Quase Dois Irmãos” (2005), de Lúcia Murat, “Deus É Brasileiro” (2003), de Carlos Diegues, “Apolônio Brasil” (2003), de Hugo Carvana e “Lara” (2002), de Ana Maria Magalhães. No teatro, integrou durante três anos, a Companhia de Ópera Seca, sob a direção de Gerald Thomas, onde realizou sete espetáculos, dentre eles: “Ventriloquist” (1999/2000), “NXW” (2000) e “Deus Ex-Machina” (2001/2002). Atuou também em mais de vinte espetáculos teatrais, tais como “Romeu e Julieta” (1997) nos Jardins do Museu da República (pelo qual foi indicado ao prêmio de Melhor Ator no III Prêmio Cultura Inglesa de Teatro), “Nada de Pânico” (2003), sob a direção de Enrique Diaz, “A Morte do Caixeiro Viajante” (2003), sob a direção de Felipe Hirsh, “Répetition” (2004), de Flávio de Souza com produção de Xuxa Lopes. Como ator e produtor, Bruce esteve à frente do elenco de “Avalanche” (2003/2004), sob direção de Ivan Sugahara e “A História do Zoológico” (2004/2005), onde participou também da direção ao lado de Daniela Amorim.
Em 2005, Bruce protagonizou o episódio “Vila prudente”, do seriado “Carandiru – Outras Histórias” (Rede Globo), dirigido por Walter Carvalho e com direção geral de Hector Babenco e esteve em cartaz com as peças “O Rim”, de Patrícia Mello, com direção de Elias Andreato e produção de Carolina Ferraz e Eduardo Barata e “Alta Tensão”, texto e direção de Heloísa Perissé.
Em 2006, produziu e dirigiu, ao lado de Daniela Pereira de Carvalho, a peça “Línguas Estranhas”, e idealizou e estreou o espetáculo “Renato Russo – A Peça”, que está em cartaz em circuito nacional, com sucesso de público e crítica, desde então.
Fez parte do elenco da novela “Negocio da China”(Rede Globo), escrita por Miguel Falabela e dirigida por Mauro Mendonça Filho.


Mauro Mendonça Filho – Na televisão trabalhou como diretor geral dos programas “Toma Lá Dá Cá”, “A Grande Família”, “Muvuca” e “A Comédia da Vida Privada”; das novelas “Força de Um Desejo” e “Renascer”; das minisséries “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Memorial de Maria Moura” e do especial “Vidigal - Memórias de Um Sargento de Milícias”, produções da Rede Globo de Televisão.
No cinema, escreveu (ao lado de Marcelo Rubens Paiva e colaboração de Victor Navas) o filme “No Retrovisor”, com início de filmagem previsto para esse ano.
No teatro dirigiu “Amo-te”, e “No Retrovisor”, de Marcelo Rubens Paiva; “Deus”, de Woody Allen e “O Submarino”, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa. Assinou a produção e direção dos espetáculos “A Megera Domada”, de William Shakespeare – tradução Millôr Fernandes e adaptação Geraldo Carneiro e dirige o espetáculo “Renato Russo – A Peça” , com dramaturgia de Daniela Pereira de Carvalho, com o qual recebeu o Prêmio Shell 2006 de Melhor Diretor.
Atualmente dirige a novela “Negócio da China”, de Miguel Falabela, produção da Rede Globo de Televisão.

FICHA TÉCNICA


Idealização, Interpretação e Pesquisa Bruce Gomlevsky
Dramaturgia e Pesquisa Daniela Pereira de Carvalho
Colaboração na Dramaturgia Mauro Mendonça Filho e Bruce Gomlevsky
Direção Geral Mauro Mendonça Filho
Direção Musical Marcelo Neves
Iluminação Wagner Pinto
Cenógrafo Bel Lobo e Bob Neri
Figurino Jeane Figueiredo
Direção de Produção Julia
Carrera, Bruce Gomlevsky

2 comentários:

lucianelopesth disse...

Bem que eu adoraria assistir o show da quinta... mas eu trabalho durante a semana.

Teatro Rondon Pacheco disse...

Que pena que você não veio, foi um grande espetáculo...Obrigado por participar de nosso blog.

Abraços.

Teatro Rondon Pacheco